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Rompimento de vínculos familiares e seu impacto na infância

O vínculo da criança com a mãe começa a ser construído no período embrionário. Ao nascer o bebê é capaz de reconhecer vozes e canções que costumava ouvir ainda no ventre materno.
O bebê necessita de muitos cuidados para a garantia de sua sobrevivência. Ao receber esses cuidados ele inicia a construção de vínculo com seu cuidador, através do carinho, do toque, da atenção, do atendimento de suas necessidades.
Com o passar dos meses o bebê interage com mais facilidade e cada vez com um número maior de pessoas, passa a conhecer e confiar em outros familiares e cuidadores.
Mas atualmente, os pais necessitam retornar rapidamente ao mercado de trabalho para garantir o padrão de vida e também o sustento do novo membro da família.
Este período deve ser cercado de cuidados, quem cuidará da criança, qual ambiente a criança passará o tempo, quanto tempo a criança ficará afastada dos pais. Costuma ser um momento de adaptação difícil para todos os envolvidos.
Em alguns casos, em que os pais saem muito cedo e retornam somente na parte da noite, o vínculo entre eles e a criança fica prejudicado, pela falta de contato, conversa, carinho, e principalmente pela falta de tempo juntos.
Algumas crianças passam a ter seus cuidadores como pais, ou mãe. O que gera ciúmes, conflitos, e o que pode ser mais danoso para a criança, a troca do cuidador, a quebra do vínculo repentino, sem o devido cuidado com os vínculos e sentimentos que a criança desenvolveu.
O rompimento dos vínculos construídos pela criança pode gerar impactos nas relações sociais estabelecidas por ela, no rendimento escolar, no humor, pode ter reações agressivas ou isolamento, é comum a não aceitação e também fantasiar que a pessoa ainda permanece próxima a ela.
A criança levará um tempo até elaborar o afastamento e durante esse período precisará de apoio, atenção, alguém que a ajude a compreender o que ocorreu, elaborar os sentimentos que tem em relação a isso.
Há muitas outras formas de afastamento que também necessitam deste suporte, por exemplo no caso da morte de algum familiar, separação dos pais, mudança ou casamento de irmãos, ou afastamento de qualquer pessoa com quem a criança convivia e que possuia um bom vínculo afetivo.
A forma como os vinculos são contruidos e tratados na infäncia gerarão reflexos para a forma como os vinculos futuros que serão estabelecidos e mantidos por esse sujeito.

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