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Você vive no automático?

Você alguma vez já se sentiu como um robô, parecendo que tinha ligado um botão e estava funcionando no automático?

Realiza todas as tarefas cotidianas como mais uma obrigação, mais uma tarefa a ser cumprida? Acordar de manhã, tomar café, escovar os dentes, ir para a escola ou trabalho, almoçar, e todas as demais atividades que lotam seu dia até a hora de retornar para casa e dormir.

Pois bem, algumas pessoas relatam que desta forma os dias passam sem graça, sem atrativos, não nos damos conta do que estamos realmente fazendo ou não. Por exemplo, quando você tomou banho, por onde começou a se ensaboar, será que esqueceu de lavar alguma coisa?

São detalhes que vamos perdendo com o tempo. E a vida é repleta de detalhes. Se perdemos muitos detalhes acabamos percebendo a vida sem graça, esvaziada de sentido.

E como dar sentido às coisas? Começando a perceber as nuances, as cores, as coisas que estão a sua volta, os lugares por onde você passa, as pessoas que passam por você, perceber as coisas que você faz, como faz, buscar saborear as sensações táteis, auditivas, gustativas, visuais e olfativas.

Sua vida então possivelmente voltará a ter cor, cheiro, gosto, som e contato consigo e com os outros.

Não é uma receita mágica, mas é uma forma de despertar do funcionamento automático e padronizado que adquirimos com o hábito das tarefas cotidianas.

Atualizando…

A Psicóloga Magda Baetta nos coloca que no livro “Ninguém Tropeça em Montanha” de Tadashi Kadamoto, ele, em uma de suas inúmeras colocações a respeito de atitudes automáticas que repetimos sem nos darmos conta dos motivos que nos levam a agir em algumas situações, faz referência a uma estória que ilustra perfeitamente o fato.

Certa feita um homem intrigado com a atitude de sua esposa que sempre ao assar um peixe cortava seu rabo e cabeça resolveu indagá-la a respeito. Como resposta ela lhe disse que cortava por ter aprendido com sua mãe. Não satisfeito foi perguntar a sogra por qual motivo ensinou tal façanha a sua esposa. Ela lhe responde que aprendeu com sua mãe tb. Não contente com tal colocação investigou com a mãe de sua sogra a mesma questão. E ela prontamente lhe respondeu que não havia ensinado tal fato a sua filha, simplesmente cortava a cabeça e o rabo do peixe pois sua forma era pequena.

Fica aqui uma reflexão do quanto muitas de nossas atitudes são padrões familiares que repetimos sem nos apercebemos se nos é “bom” ou “ruim” caracterizando tb o viver no automático.

1 Comment

  • Hugo

    Gostei do comentário no GT-BR da Magda Baetta. Seria interessante contar a estorinha sobre a tradição de cortar rabo e cabeça do peixe…
    Automático, não! Estou fora!!!
    Parabéns, Ana!!!

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