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Fertilidade Feminina

Nascei, crescei e multiplicai-vos.

Longe de discutirmos se esta afirmação é uma orientação válida para todas as mulheres do nosso tempo, temos que reconhecer que esse pensamento orientou, durante centenas de anos, e ainda está presente na vida de muitas mulheres como um caminho natural para a condução de suas vidas.
Mas nem todas as mulheres que desejam se multiplicar conseguem fazê-lo com tanta naturalidade quanto desejariam. A “tabelinha” é o método mais conhecido, não só para aquelas que desejam evitar quanto para aquelas que querem aproveitar o período fértil, este recurso apesar de simples ajuda a mulher a conhecer a duração de seu ciclo e também seus dias do período fértil. As chances de engravidar para um casal saudável que têm relação no período fértil gira em torno de 20%.
Quando não há nenhum impedimento orgânico a fecundação ocorre dentro de 12 meses, mas quando a demora se prolonga demonstra que pode haver algo errado com algum dos protagonistas da história. Neste momento a procura por exames e tratamentos de fertilização aumentam.

A medicina reprodutiva adota a indução da ovulação como principal tratamento para as disfunções ovulatórias, este procedimento consiste em reequilirar os hormônios que interferem na ovulação e orienta-se a data ideal para que as relações sexuais ocorram, outras técnicas são o coito programado, que consiste em ter relações sexuais no período fértil e a inseminação artificial intrauretina, ambras acompanhadas por monitorização ultrasonográfica para verificar o crescimento folicular para predizer o momento da ovulação. Há ainda a reprodução assistida que ocorre em laboratório (in vitro) com a preparação dos óvulos e do sêmen.

Uma curiosidade é que quando a mulher inicia sua vida sexual e deseja evitar uma gravidez indesejável os ginecologistas indicam, além de preservativos, contraceptivos, alguns profissionais têm o cuidado de pedir exames de imagem, sangue e dosagens hormonais. mas apenas isso é suficiente para indicar se há fertilidade para ser evitada?
Para aquelas que já então se submetendo a um desses tratamentos alguns sentimentos são familiares, impotência, fracasso, luto, tristeza, culpa, esperança e desespero. A instabilidade emocional varia tanto ou mais que o ciclo menstrual.

O apoio familiar é fundamental, a confiança no tratamento e no ginecologista aumentam o suporte neste momento, mas caso isso não seja o bastante é válido buscar um Psicólogo para ajudar, a candidata a mamãe ou o casal, a vivenciar o momento da melhor forma possível, com equilíbrio, acolhimento, revisitando a própria história familiar, as espectativas, sonhos, possibilidades e impossibilidades reais.
Relaxar e curtir o momento são boas alternativas para diminuir a ansiedade e os efeitos do stress que esses tratamentos impõem à relação do casal.

1 Comment

  • Mônica

    Gostei! Matéria breve e objetiva

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