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Cuidando das nossas sementes

No mês de junho de 2016 foi noticiada a ocorrência de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. Essa notícia chocou a população e gerou uma série de posicionamentos, campanhas e ações acerca dos abusos sexuais.

Vem sendo feita uma campanha contrária à ‘cultura do estupro’. Esse termo foi usado na década de 1970 para indicar um ambiente cultural, com normas, valores e práticas que tratam como aceitável a violência contra a mulher.
O estupro por definição é o “crime que consiste na ação de forçar alguém a praticar relações sexuais contra a sua própria vontade”. Percebemos então que se trata da prática do ato sexual.

Contudo, essa seria a expressão máxima dessa cultura do estupro. Talvez o que não se perceba é que existem formas muito mais presentes e corriqueiras que submetem pessoas, através de ameaças, a algo que elas não querem. Eu diria que a cultura do ABUSO é muito presente na cultura brasileira.

O Abuso, assédio ou ato obsceno são crimes que visam a obtenção de vantagem sexual. A vítima pode ser homem ou mulher, menor ou maior de 18 anos. A principal característica é o constrangimento ao qual a vítima é submetida. Diferente do estupro, não se trata de ato sexual, mas de tocar o corpo de outra pessoa, com interesses sexuais e sem seu consentimento.

Esse tipo de abuso ocorre principalmente com crianças, em situações que estejam indefesas. Em geral são ameaçadas para não contarem nada a ninguém, desta maneira o abusador torna a situação propícia para que o abuso se repita inúmeras vezes sem ser descoberto.

Conversar com as crianças sobre isso é a melhor forma de protege-las. Porque nunca se sabe quem tentará violá-las. Meninos e meninas podem ser vítimas de homens e mulheres, jovens, adultos e idosos.

O abusador pode ser um amiguinho mais velho, um primo, um familiar de seus amigos, alguém da sua família, um professor, o rapaz da sorveteria, um vizinho ou qualquer outra pessoa.
*A abusadora pode ser uma amiguinha mais velha, uma prima, um familiar de suas amigas, alguém de sua família, uma professora, a moça da sorveteria, uma vizinha ou qualquer outra pessoa.

Existem muitas vítimas de abuso que guardam isso em segredo por toda a vida. Muitas só se dão conta que foram vítimas de abuso quando já estão adultas.

A grande maioria dos casos não é levado ao conhecimento da família por medo. Quando o é, alguns familiares se recusam a acreditar. Muitos casos não são levados ao conhecimento das autoridades competentes, não viram se quer um número na estatística. E quando esses casos são denunciados a criança é impelida a detalhar para estranhos tudo o que viveu, causando ainda mais constrangimento.

A cultura do abuso é perpetuada pelo silêncio das vítimas.

Mostre aos seus filhos e filhas que eles podem confiar em você. Que vocês os protegerão. Ensine-os a se defender quando for preciso, a chutar, gritar, bater e contar aos pais qualquer coisa que eles tenham achado estranho.
Ensine que o corpo pertence à criança. Que ela pode beijar, abraçar e fazer carinho em quem ela tiver vontade, mas que se o beijo, o abraço ou o carinho não forem da vontade dela é para evita-lo. Mesmo que em pessoas do seu convívio e da sua confiança, não as forcem a expressar sentimentos que elas não têm.

 

Referências

Dicionário Online de Português.
Disponível em http://www.dicio.com.br/estupro/
Acessado em: 13 de julho de 2016

Dicionário Jurídico – Para Entender Direito
Disponível em http://direito.folha.uol.com.br/dicionaacuterio-juriacutedico.html
Acessado em: 13 de julho de 2016

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