Artigos e Publicações

Emoções que aparecem na pele

Você já reparou que as pessoas observam nossa aparência e conseguem perceber sinais que indicam se estamos felizes ou tristes?
Isso vai além das rugas de preocupação, do semblante entristecido, ou do leve sorriso nos lábios.

As vezes nos falta o que chamam de viço. Que é a energia vital, o vigor, a força. E é possível perceber a presença ou ausência de viço na nossa pele e no nosso cabelo.

Quando estamos pouco viçosos, nossa pele demonstrar estar ressecada e quebradiça, como uma planta malcuidada.
Isso acontece quando cuidamos mal de nós mesmos. Quando não alimentamos bem o nosso corpo, quando não nos hidratamos suficientemente. E também quando não cuidamos dos nossos sentimentos. Tristeza, mágoas, ressentimentos e apatia alteram a nossa química, manter a mente em uma vibração negativa afeta a saúde das nossas células, nossos tecidos e nossa imunidade.

Atualmente muitas doenças estão sendo associadas a fatores emocionais. Queda de cabelo, síndromes gastrointestinais, dermatites e reações alérgicas sem causa aparente estão intimamente relacionadas com o stress e a ansiedade.

Algumas emoções podem interferir na perda ou no aumento do apetite. A tristeza, o luto, a ansiedade e a baixa auto-estima, podem gerar o sentimento de vazio interior, o que pode levar a pessoa a interpreta-lo como fome. Consequentemente se alimenta e não consegue suprir essa necessidade, desregulado sua rotina alimentar e ganhando peso. A ansiedade também pode levar a pessoa por outro caminho, acelerando o metabolismo e causando o emagrecimento.

Cultivar sentimentos bons dá jovialidade e vitalidade à aparência. Se estamos felizes, o corpo produz maior quantidade de serotonina e endorfina (substâncias associadas à sensação de bem-estar). A aparência reflete um organismo em equilíbrio.

Dia da Gratidão – 06 de Janeiro

Gratidão é o sentimento de reconhecimento daquilo que o outro nos oferece. Pode ser um agrado ou um favor que alguém tenha nos feito, ou pode ser gratidão pelos acontecimentos da vida, presente nas coisas simples e cotidianas.

A gratidão é sentimento, emoção, que pode ser expressa em atitudes.

Ser grato torna os relacionamento mais fáceis e agradáveis, com maior reciprocidade entre os pares.

As pessoas gratas tendem a ser positivas e otimistas, lidando com a vida de forma mais simples, mais leve e menos complicada. Estabelecer um estilo de vida com base nesses princípios proporciona calma e tranquilidade, fazendo com que o organismo trabalhe em seu ritmo normal, preservando suas funções, seu equilíbrio e sua auto regulação saudável. Essas pessoas dificilmente ficam estressadas, nervosas ou irritadas.

Se trata da forma como escolhemos nos colocar diante da vida.

Algumas pessoas reclamam constantemente de praticamente tudo e todos. Isso acontece porque sua atenção está direcionada às imperfeições, às falhas e aos erros. São pessoas muito críticas. Que poderiam contribuir positivamente, como por exemplo sugerindo uma melhoria ao notar uma falha. Mas o que em geral acontece é que essas pessoas apenas expõem seu ponto de vista, de forma direta e as vezes áspera. Isso acaba causando mal-estar nas pessoas que a cercam, consequentemente os relacionamentos ficam deteriorados, frágeis e as pessoas se afastam. No âmbito físico as pessoas críticas estão sempre em alerta, o que faz com que o organismo libere uma dose extra de substancias estimulantes, gerando inquietação, insônia, aceleração e dores no corpo, por exemplo. Essas pessoas são muito propensas ao estresse, irritabilidade e comportamento explosivo.

 

Se você almeja mudar sua vida e se tornar uma pessoa grata, entenda:

  • Ser grato não é apenas dizer obrigado, mas você pode começar por aí.
  • Ajuste seu foco para encontrar fatos positivos na vida.
  • Tente manter-se calmo e tranquilo.
  • Preocupe-se o mínimo possível.
  • Faça o necessário para solucionar suas questões cotidianas.
  • Não espere por reciprocidade, faça pelos outros de forma desinteressada e seja grato ao que vai receber, se receber e quando receber.
  • Quando as coisas não saírem como você espera, relaxe. Tente entender e seja criativo para encontrar outras opções.
  • Não se prenda ao passado e nem antecipe o futuro, viva apenas o agora.
  • Respire de forma profunda e calma, isso oxigena melhor nosso organismo e faz com que consigamos nos conectar a nós mesmos.
  • Desacelere. Tente não viver com pressa.
  • Desfrute o pôr do sol, sinta o vento, tenha mais contato com a natureza. Isso nos recarrega.
  • Tente ser positivo, bem-humorado, leve a vida mais leve.

A terceira década da vida

Você já percebeu quantas expectativas existem entre os 20 e os 30 anos?

Se formar.
Trabalhar.
Ter independência e liberdade.
Sair da casa dos pais.
Ter estabilidade profissional.
Ter um relacionamento sério/casar.
Ter filhos.

E depois?

Será que isso seria resumir toda uma vida em uma década?

Será que isso não seria um desrespeito ao ritmo natural de cada um e às suas escolhas pessoais?

Cada pessoa tem um ritmo, cada pessoa tem o direito de fazer suas escolhas, errar, acertar, recomeçar. Toda essa pressão não ajuda ninguém.

Porque será então que tantas pessoas cobram essas coisas? Seria um sinal de normalidade? Seria um sinal de felicidade e sucesso?

Acho válido todos esses questionamentos.

O que é ser normal, feliz e bem sucedido?

Essa resposta é tão particular que podem existir infinitas formas.

Que encontremos o nosso caminho e possamos segui-lo.

Existe um filme em que uma moça está buscando preencher os critérios para ser normal. Assista e descubra o que ela aprendeu.
Requisitos para ser uma pessoa normal. (Disponível no Netflix)

Suicídio

A definição de suicídio é dar fim a própria vida.

Esse tema é cercado de preconceito. As pessoas evitam dizer essa palavra. As famílias omitem esses acontecimentos e contam sobre essa morte por outros aspectos, ou dizem apenas que foi um acidente.

O suicídio acaba deixando uma marca para os familiares, muitas vezes remorso ou culpa. Em geral os familiares e amigos não sabem lidar com a escolha que a pessoa fez.

Essa, em geral, é a última alternativa cogitada. Quando a pessoa já tentou várias outras soluções sem sucesso. É a única forma de se ver livre da angústia profunda, do vazio, do sofrimento ou do desespero.

A vida deixa de apesentar atrativos que sejam suficientes à existência do sujeito, que justifiquem lutar por ela, enfrentar dificuldades e manter a esperança de apenas se sentir bem.

Alguns fatores podem elevar o risco de suicídio. Uma rotina extremamente estressante, que gere preocupação, pressão constante, fadiga, não ter tempo para descanso ou lazer. Esse ritmo pode causar desgaste emocional e algum nível de desequilíbrio psicológico. Não há uma norma para as consequências, porém podem ocorrer crises de ansiedade, transtorno de pânico, isolamento, depressão ou o desejo de morrer, como uma fuga deste ciclo.

Desordens psiquiátricas, abuso de drogas, conflitos morais, familiares e sexuais, e ainda rompimento de relacionamentos e a descoberta de doenças crônicas podem ser motivos que levem alguém a pensar sobre suicídio, e em alguns casos cometê-lo.

É possível contribuirmos para a redução dos casos de suicídio. Recentemente uma campanha no facebook vem mobilizando pessoas dispostas a falar sobre isso.

Setembro foi consagrado como o mês internacional da prevenção ao suicídio. Conhecido como SETEMBRO AMARELO.

Familiares e amigos, fiquem atentos quando a pessoa estiver isolada demais, cabisbaixa, apática, calada, procure saber o que está acontecendo, escute, acolha, compreenda. Não trate a questão como se não fosse importante.

Quem precisa de tratamento médico tem que ficar atento às doses, às alterações que podem ocorrer com a mudança na medicação. Evitar a proximidade com armas de fogo, objetos cortantes, fluidos inflamáveis e construções que favoreçam a defenestração (ato de atirar para fora) como pontes, prédios sem telas ou grades.

Suicídio tem nome, pode e deve ser dito.

Falar é a melhor solução.

 

Centro de Valorização da Vida ligue 141 ou acesse www.cvv.org.br

A internet é um território sem leis

“O que você faz quando
Ninguém te vê fazendo
Ou o que você queria fazer
Se ninguém pudesse te ver”

Quatro vezes você – CAPITAL INICIAL

É possível perceber alguma semelhança entre esse verso e a Internet?
Se você quiser que as pessoas saibam sobre você, é fácil se expor, utilizar perfis públicos, se exibir no Snapchat, criar canal no youtube e por aí vai.

Mas e quando a intenção é fazer algo sem ser identificado?
Também é tão fácil quanto. Muitas pessoas criam perfis falsos para conseguir anonimato.
Não citarei outras formas para não contribuir com a propagação dessa prática.

Existe alguém ou algum órgão com a função de verificar se as informações que você disponibiliza na internet são reais e verdadeiras? Não.

A definição de INTERNET disponível na Wikipédia diz o seguinte:

“A Internet é um sistema global de redes de computadores interligadas que utilizam um conjunto próprio de protocolos (Internet Protocol Suite ou TCP/IP) com o propósito de servir progressivamente usuários no mundo inteiro. É uma rede de várias outras redes, que consiste de milhões de empresas privadas, públicas, acadêmicas e de governo, com alcance local e global e que está ligada por uma ampla variedade de tecnologias de rede eletrônica, sem fio e ópticas. ”

Isso é a internet em si. É uma rede de informações. Contudo as informações disponíveis nela são da responsabilidade exclusiva de quem as forneceu.

Existe muita coisa verdadeiramente útil disponível na internet, como também existe muita coisa falsa e extremamente prejudicial.

A internet é um ambiente no qual as pessoas se sentem relativamente seguras e protegidas pelo anonimato. E o que elas são capazes de fazer quando percebem que não há lei que as proíba, vigilância que as detecte, que punição alguma lhes será aplicada e que a responsabilidade de suas postagens não lhe pesarão sobre os ombros?

O que faz com que sejamos responsáveis é o caráter que temos, é a moral e a ética que aprendemos, acreditamos e defendemos. Mas isso é relativo. E foi por perceber que a disseminação de mensagens de incitação ao ódio, preconceito, racismo, homofobia, intolerância religiosa, pedofilia entre outros crimes, que algumas áreas da ciência vêm se desenvolvendo para dar conta dessa recente demanda.

Advogados, policiais, psicólogos e profissionais de tecnologia da informação estão se especializando no entendimento do padrão de comportamento, na criação de leis, em formas de identificação e rastreamento das informações para modificar esse campo fértil e impune.
Enquanto isso não for suficiente, a internet continuará sendo um território onde as pessoas precisam controlar a si próprias.

 

Se quiser saber mais sobre este assunto assista ao documentário Lo and Behold: Reveries of the connected world. Disponível no Netflix

Fonte:
Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Internet

Estar nas redes sociais parece obrigatório, MAS NÃO É.

Em um mundo cada vez mais conectado, em que tudo é transmitido em tempo real, seria possível viver longe das redes sociais?

Você já parou para lembrar como era sua vida antes das redes sociais?

Pois é, boa parte de nós já viveu no tempo em que as redes sociais não existiam. E hoje, isso seria possível?

Sim, é possível viver fora das redes sociais ainda hoje. Estabelecendo as relações a moda antiga. Claro que muitas informações não serão recebidas, como o aniversário de algum conhecido com quem você nunca fala, ou as fotos do final de semana na praia de um colega de trabalho. Perceba que eu ressaltei que essas informações não serão recebidas, que é diferente de informações perdidas. Será que essas informações são realmente importantes ou podemos deixar passar, pois não farão nenhuma diferença para nossa vida?

Podemos viver longe das redes sociais, mas cada dia menos distante da Internet, que é um universo muito mais amplo do que essas redes.

Substituir encontros físicos pelos virtuais tem sido comum, muitas pessoas trocam um pelo outro em nome da rapidez.

Mas o encontro virtual não tem abraço, não tem cheiro, não tem beijo, não tem aquele olhar compreensivo quando você está mal, não tem o som da gargalhada ao vivo, o silêncio entre as falas é vazio, enquanto no presencial tudo tem muito mais significado.

É saudável que para tudo haja um limite, que tudo tenha um equilíbrio. Pois o excesso em algo sempre acarretará falta em outro aspecto.

A primeira coisa a ser prejudicada é a percepção do tempo. As pessoas perdem a noção de quanto tempo estão diante da telinha, enquanto isso, toda a sua vida fica em espera, a família, as tarefas de casa, o estudo, o sono e todo o restante que não estará recebendo atenção enquanto a atenção é primordialmente direcionada para as redes sociais.

Os relacionamentos começam a sofrer com o distanciamento, com a falta de conversa e de estar junto.

Outra sensação é de que se tem muita coisa pra fazer e o tempo não é suficiente, porque, provavelmente, se está desperdiçando tempo demais online.

Quando a permanência nas redes sociais é excessiva, as pessoas podem acabar se expondo demais, e isso tem consequências. Desde pessoas opinando sobre sua vida, cobrando posicionamentos e atitudes até situações mais graves como planejar um assalto, sequestro, invasão à domicílio. Dependendo da exposição que a pessoa faz, você pode saber tudo sobre a vida dela, rotina, horários, endereço, e o que fazer com essas informações vai depender da intenção de cada um.

Há quem não goste desse tipo de contato. E essas pessoas têm todo o direito de recusa-lo. Se alguém não gosta de algo, porque mantê-lo? As redes sociais são formas de interação, ninguém é obrigado a aderir a isso. Se não quiser abandonar todas, pode abandonar algumas, ou reduzir o tempo de uso. As pessoas deveriam ficar confortáveis para fazer o uso que acharem mais adequado para si. Respeitar a si próprias em primeiro lugar.

Para quem não está se sentindo confortável e deseja diminuir o acesso ou dar uma fugidinha das redes, mas ainda precisa manter-se conectado por alguma razão. Aqui vão algumas dicas:

  • Uma das primeiras providências pode ser desabilitar as notificações desses aplicativos, isso reduz o sentido de urgência na verificação das mensagens.
  • Pode-se também restringir o horário de conexão, usar apenas em alguns intervalos como o almoço, o final do expediente, durante o trajeto para casa, ou um tempinho (30 minutos) após o jantar.
  • Se existe alguma necessidade de estar minimamente conectado é necessário avaliar que necessidade é essa e como atende-la satisfatoriamente sem se sobrecarregar.
  • Pode-se ainda restringir o número de pessoas que fazem parte da nossa rede. Utilizando bloqueios de segurança na conta e no perfil.
  • Ou acessar uma vez ao dia para verificar as necessidades do dia.

É isso. Espero que esse texto tenha sido útil pra você.

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Você é Psicóloga Cristã?

Tem sido cada vez mais comum a busca da psicologia associada a uma religião.

Se a pessoa sente necessidade de uma orientação religiosa, o ideal é buscar um representante da religião com a qual possui afinidade e orientar-se.

Se a pessoa deseja a ajuda de um psicólogo, é importante saber que:

No CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO nos apresenta como PROIBIÇÃO

“b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;”

O psicólogo NÃO é um profissional que vai contra a as crenças religiosas, ele as RESPEITA. Independente do credo de seu cliente o psicólogo é capaz de trata-lo em todos os seus aspectos, considerando sua integralidade e particularidades.

E então, o psicólogo tem religião?

Ele pode ter uma religião que o oriente em sua vida, contudo sua religião não deve interferir nem guiar o seu trabalho. Menos ainda ser usada como forma de promoção.

Você pode ter acesso ao CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO

Todo mundo erra

Errar, todo mundo erra. O que difere entre as pessoas é a atitude posterior ao erro.

Você vai lamentar e ficar se culpando?

Você vai reavaliar o erro e tirar alguma lição disso?

Você vai rir de si mesmo e continuar em frente?

Errar é errado, certo? Errado. Errar é comum, é normal e não há nada demais nisso.

Erramos porque não sabemos tudo. Erramos porque estamos fazendo algo diferente, algo novo. Porque estamos tentando algo que não fizemos antes.

Mas algumas pessoas acreditam que não podem errar. Tentam ser perfeitas. Acertar em tudo o tempo todo. E se cobram isso constantemente. Essas pessoas são apreensivas, tensas, sérias. Nada que elas fazem é bom o bastante, logo, nunca estão satisfeitas consigo mesmas. É uma vida difícil.

Aceitar que cometemos erros faz parte da vida, e é de certa forma bom, é um grande passo em direção à sabedoria.

Quem percebe seus erros como uma forma de aprendizado e aperfeiçoamento, carrega menos peso sobre os ombros. Se arrisca mais e tem a plena certeza de que vai errar, mas que vai ficar tudo bem. São pessoas resilientes.

E por fim, rir é sempre o melhor remédio! Quantas coisas engraçadas e situações inusitadas acontecem somente porque nós erramos. Tropeçamos, falamos algo errado, fizemos alguma bobagem, porque não achar graça disso? A alegria contagia. Você ri, e todo mundo ri junto. A vida fica leve, divertida. Errar não só faz parte, como ele pode ser a melhor parte do dia!

Errar é inevitável, mas a forma como lidar com o erro, isso você pode escolher!

Pais e filhos adolescentes, uma via de mão dupla.

Ao observar pais em interação com seus filhos, é fácil perceber que existe uma proximidade maior entre eles quando seus filhos ainda são crianças, do que quando seus filhos já estão na adolescência.

Dificilmente adolescentes querem fazer algum programa com seus pais. Nessa fase eles buscam por liberdade e independência. O que acaba criando um distanciamento na relação com seus pais.

Por outro lado, muitos pais entendem que ter um filho adolescente é uma prova de fogo. Nesta fase eles precisam ter o pulso firme para conduzir e orientar sua prole em um bom caminho. Precisam estar atentos e vigilantes a qualquer sinal de que esse adolescente esteja fazendo alguma besteira, para que possam repreender, responsabilizar, punir, enfim, educar!

Alguém percebe quanta pressão há sobre esses pais?

E ainda vamos além. Manter os custos de um adolescente sai caro! Escola, saúde, vestimenta, festinhas, cursinhos. Mãe eu quero isso! Pai eu quero aquilo!

As vezes os pais se sentem tão pressionados em TER QUE proporcionar o MELHOR para seus filhos, que acabam se distanciando afetivamente, cumprindo roboticamente a todas as exigências impostas.

Há quem pense que o adolescente sente-se bem estando livre, leve e solto, com todos os seus desejos atendidos. O que muita gente não percebe, e talvez nem os próprios pais e adolescentes. É que eles ainda querem a atenção dos pais e precisam dela. Daí tantos adolescentes “causam” para aparecer e chamar a atenção. Sim, eles precisam consegui-la de alguma forma!

Não são apenas os filhos que sentem a falta desse olhar, desse carinho e desse cuidado, os pais também sentem.

Quando a distância ocorre ambos os lados se sentem isolados, sem acesso ao outro. Podem parecer estranhos um ao outro. O tempo em família, os passeios, as brincadeiras, as risadas, isso faz falta, é o que traz leveza às relações.

É possível fazer o caminho de volta, de reencontro e de intimidade. Mas alguém precisa se esforçar para dar os primeiros passos. Se cada um tentar compreender o que está acontecendo com a pessoa que está do outro lado, ambos estarão próximos e serão capazes de construir uma relação mais saudável.

Cuidando das nossas sementes

No mês de junho de 2016 foi noticiada a ocorrência de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. Essa notícia chocou a população e gerou uma série de posicionamentos, campanhas e ações acerca dos abusos sexuais.

Vem sendo feita uma campanha contrária à ‘cultura do estupro’. Esse termo foi usado na década de 1970 para indicar um ambiente cultural, com normas, valores e práticas que tratam como aceitável a violência contra a mulher.
O estupro por definição é o “crime que consiste na ação de forçar alguém a praticar relações sexuais contra a sua própria vontade”. Percebemos então que se trata da prática do ato sexual.

Contudo, essa seria a expressão máxima dessa cultura do estupro. Talvez o que não se perceba é que existem formas muito mais presentes e corriqueiras que submetem pessoas, através de ameaças, a algo que elas não querem. Eu diria que a cultura do ABUSO é muito presente na cultura brasileira.

O Abuso, assédio ou ato obsceno são crimes que visam a obtenção de vantagem sexual. A vítima pode ser homem ou mulher, menor ou maior de 18 anos. A principal característica é o constrangimento ao qual a vítima é submetida. Diferente do estupro, não se trata de ato sexual, mas de tocar o corpo de outra pessoa, com interesses sexuais e sem seu consentimento.

Esse tipo de abuso ocorre principalmente com crianças, em situações que estejam indefesas. Em geral são ameaçadas para não contarem nada a ninguém, desta maneira o abusador torna a situação propícia para que o abuso se repita inúmeras vezes sem ser descoberto.

Conversar com as crianças sobre isso é a melhor forma de protege-las. Porque nunca se sabe quem tentará violá-las. Meninos e meninas podem ser vítimas de homens e mulheres, jovens, adultos e idosos.

O abusador pode ser um amiguinho mais velho, um primo, um familiar de seus amigos, alguém da sua família, um professor, o rapaz da sorveteria, um vizinho ou qualquer outra pessoa.
*A abusadora pode ser uma amiguinha mais velha, uma prima, um familiar de suas amigas, alguém de sua família, uma professora, a moça da sorveteria, uma vizinha ou qualquer outra pessoa.

Existem muitas vítimas de abuso que guardam isso em segredo por toda a vida. Muitas só se dão conta que foram vítimas de abuso quando já estão adultas.

A grande maioria dos casos não é levado ao conhecimento da família por medo. Quando o é, alguns familiares se recusam a acreditar. Muitos casos não são levados ao conhecimento das autoridades competentes, não viram se quer um número na estatística. E quando esses casos são denunciados a criança é impelida a detalhar para estranhos tudo o que viveu, causando ainda mais constrangimento.

A cultura do abuso é perpetuada pelo silêncio das vítimas.

Mostre aos seus filhos e filhas que eles podem confiar em você. Que vocês os protegerão. Ensine-os a se defender quando for preciso, a chutar, gritar, bater e contar aos pais qualquer coisa que eles tenham achado estranho.
Ensine que o corpo pertence à criança. Que ela pode beijar, abraçar e fazer carinho em quem ela tiver vontade, mas que se o beijo, o abraço ou o carinho não forem da vontade dela é para evita-lo. Mesmo que em pessoas do seu convívio e da sua confiança, não as forcem a expressar sentimentos que elas não têm.

 

Referências

Dicionário Online de Português.
Disponível em http://www.dicio.com.br/estupro/
Acessado em: 13 de julho de 2016

Dicionário Jurídico – Para Entender Direito
Disponível em http://direito.folha.uol.com.br/dicionaacuterio-juriacutedico.html
Acessado em: 13 de julho de 2016

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