Categoria: Textos

Você é Psicóloga Cristã?

Tem sido cada vez mais comum a busca da psicologia associada a uma religião.

Se a pessoa sente necessidade de uma orientação religiosa, o ideal é buscar um representante da religião com a qual possui afinidade e orientar-se.

Se a pessoa deseja a ajuda de um psicólogo, é importante saber que:

No CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO nos apresenta como PROIBIÇÃO

“b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;”

O psicólogo NÃO é um profissional que vai contra as crenças religiosas, ele as RESPEITA. Independente do credo de seu cliente o psicólogo é capaz de trata-lo em todos os seus aspectos, considerando sua integralidade e particularidades.

E então, o psicólogo tem religião?

Ele pode ter uma religião que o oriente em sua vida, contudo sua religião não deve interferir nem guiar o seu trabalho. Menos ainda ser usada como forma de promoção.

Você pode ter acesso ao CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO

Todo mundo erra

Errar, todo mundo erra. O que difere entre as pessoas é a atitude posterior ao erro.

Você vai lamentar e ficar se culpando?

Você vai reavaliar o erro e tirar alguma lição disso?

Você vai rir de si mesmo e continuar em frente?

Errar é errado, certo? Errado. Errar é comum, é normal e não há nada demais nisso.

Erramos porque não sabemos tudo. Erramos porque estamos fazendo algo diferente, algo novo. Porque estamos tentando algo que não fizemos antes.

Mas algumas pessoas acreditam que não podem errar. Tentam ser perfeitas. Acertar em tudo o tempo todo. E se cobram isso constantemente. Essas pessoas são apreensivas, tensas, sérias. Nada que elas fazem é bom o bastante, logo, nunca estão satisfeitas consigo mesmas. É uma vida difícil.

Aceitar que cometemos erros faz parte da vida, e é de certa forma bom, é um grande passo em direção à sabedoria.

Quem percebe seus erros como uma forma de aprendizado e aperfeiçoamento, carrega menos peso sobre os ombros. Se arrisca mais e tem a plena certeza de que vai errar, mas que vai ficar tudo bem. São pessoas resilientes.

E por fim, rir é sempre o melhor remédio! Quantas coisas engraçadas e situações inusitadas acontecem somente porque nós erramos. Tropeçamos, falamos algo errado, fizemos alguma bobagem, porque não achar graça disso? A alegria contagia. Você ri, e todo mundo ri junto. A vida fica leve, divertida. Errar não só faz parte, como ele pode ser a melhor parte do dia!

Errar é inevitável, mas a forma como lidar com o erro, isso você pode escolher!

Pais e filhos adolescentes, uma via de mão dupla.

Ao observar pais em interação com seus filhos, é fácil perceber que existe uma proximidade maior entre eles quando seus filhos ainda são crianças, do que quando seus filhos já estão na adolescência.

Dificilmente adolescentes querem fazer algum programa com seus pais. Nessa fase eles buscam por liberdade e independência. O que acaba criando um distanciamento na relação com seus pais.

Por outro lado, muitos pais entendem que ter um filho adolescente é uma prova de fogo. Nesta fase eles precisam ter o pulso firme para conduzir e orientar sua prole em um bom caminho. Precisam estar atentos e vigilantes a qualquer sinal de que esse adolescente esteja fazendo alguma besteira, para que possam repreender, responsabilizar, punir, enfim, educar!

Alguém percebe quanta pressão há sobre esses pais?

E ainda vamos além. Manter os custos de um adolescente sai caro! Escola, saúde, vestimenta, festinhas, cursinhos. Mãe eu quero isso! Pai eu quero aquilo!

As vezes os pais se sentem tão pressionados em TER QUE proporcionar o MELHOR para seus filhos, que acabam se distanciando afetivamente, cumprindo roboticamente a todas as exigências impostas.

Há quem pense que o adolescente sente-se bem estando livre, leve e solto, com todos os seus desejos atendidos. O que muita gente não percebe, e talvez nem os próprios pais e adolescentes. É que eles ainda querem a atenção dos pais e precisam dela. Daí tantos adolescentes “causam” para aparecer e chamar a atenção. Sim, eles precisam consegui-la de alguma forma!

Não são apenas os filhos que sentem a falta desse olhar, desse carinho e desse cuidado, os pais também sentem.

Quando a distância ocorre ambos os lados se sentem isolados, sem acesso ao outro. Podem parecer estranhos um ao outro. O tempo em família, os passeios, as brincadeiras, as risadas, isso faz falta, é o que traz leveza às relações.

É possível fazer o caminho de volta, de reencontro e de intimidade. Mas alguém precisa se esforçar para dar os primeiros passos. Se cada um tentar compreender o que está acontecendo com a pessoa que está do outro lado, ambos estarão próximos e serão capazes de construir uma relação mais saudável.

Cuidando das nossas sementes

No mês de junho de 2016 foi noticiada a ocorrência de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. Essa notícia chocou a população e gerou uma série de posicionamentos, campanhas e ações acerca dos abusos sexuais.

Vem sendo feita uma campanha contrária à ‘cultura do estupro’. Esse termo foi usado na década de 1970 para indicar um ambiente cultural, com normas, valores e práticas que tratam como aceitável a violência contra a mulher.
O estupro por definição é o “crime que consiste na ação de forçar alguém a praticar relações sexuais contra a sua própria vontade”. Percebemos então que se trata da prática do ato sexual.

Contudo, essa seria a expressão máxima dessa cultura do estupro. Talvez o que não se perceba é que existem formas muito mais presentes e corriqueiras que submetem pessoas, através de ameaças, a algo que elas não querem. Eu diria que a cultura do ABUSO é muito presente na cultura brasileira.

O Abuso, assédio ou ato obsceno são crimes que visam a obtenção de vantagem sexual. A vítima pode ser homem ou mulher, menor ou maior de 18 anos. A principal característica é o constrangimento ao qual a vítima é submetida. Diferente do estupro, não se trata de ato sexual, mas de tocar o corpo de outra pessoa, com interesses sexuais e sem seu consentimento.

Esse tipo de abuso ocorre principalmente com crianças, em situações que estejam indefesas. Em geral são ameaçadas para não contarem nada a ninguém, desta maneira o abusador torna a situação propícia para que o abuso se repita inúmeras vezes sem ser descoberto.

Conversar com as crianças sobre isso é a melhor forma de protege-las. Porque nunca se sabe quem tentará violá-las. Meninos e meninas podem ser vítimas de homens e mulheres, jovens, adultos e idosos.

O abusador pode ser um amiguinho mais velho, um primo, um familiar de seus amigos, alguém da sua família, um professor, o rapaz da sorveteria, um vizinho ou qualquer outra pessoa.
*A abusadora pode ser uma amiguinha mais velha, uma prima, um familiar de suas amigas, alguém de sua família, uma professora, a moça da sorveteria, uma vizinha ou qualquer outra pessoa.

Existem muitas vítimas de abuso que guardam isso em segredo por toda a vida. Muitas só se dão conta que foram vítimas de abuso quando já estão adultas.

A grande maioria dos casos não é levado ao conhecimento da família por medo. Quando o é, alguns familiares se recusam a acreditar. Muitos casos não são levados ao conhecimento das autoridades competentes, não viram se quer um número na estatística. E quando esses casos são denunciados a criança é impelida a detalhar para estranhos tudo o que viveu, causando ainda mais constrangimento.

A cultura do abuso é perpetuada pelo silêncio das vítimas.

Mostre aos seus filhos e filhas que eles podem confiar em você. Que vocês os protegerão. Ensine-os a se defender quando for preciso, a chutar, gritar, bater e contar aos pais qualquer coisa que eles tenham achado estranho.
Ensine que o corpo pertence à criança. Que ela pode beijar, abraçar e fazer carinho em quem ela tiver vontade, mas que se o beijo, o abraço ou o carinho não forem da vontade dela é para evita-lo. Mesmo que em pessoas do seu convívio e da sua confiança, não as forcem a expressar sentimentos que elas não têm.

 

Referências

Dicionário Online de Português.
Disponível em http://www.dicio.com.br/estupro/
Acessado em: 13 de julho de 2016

Dicionário Jurídico – Para Entender Direito
Disponível em http://direito.folha.uol.com.br/dicionaacuterio-juriacutedico.html
Acessado em: 13 de julho de 2016

A religião do Psicólogo

Tem sido cada vez mais comum a busca da psicologia associada a uma religião. Me pergunto de que maneira as pessoas estão associando a psicologia e a religião nos dias atuais.

Se a pessoa sente necessidade de uma orientação religiosa, o ideal é buscar um representante da religião com a qual possui afinidade e orientar-se.

Se a pessoa deseja a ajuda de um psicólogo, é importante saber que:
No CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO é posto como PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

“I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

II. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

As religiões, em geral, apresentam um código moral e de conduta a ser seguido por seus fiéis. São padrões tidos como certos ou errados. Classificando os indivíduos e modelando os mesmos.

Avaliando estas informações podemos compreender que se o psicólogo associa sua prática profissional a uma visão religiosa, é possível que venha a comprometer valores como liberdade, igualdade ou mesmo incorrer na propagação da discriminação.

O CÓDIGO DE ÉTICA nos apresenta ainda como PROIBIÇÕES

“a) Praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;

b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;”

Este trecho apresenta de maneira ainda mais clara o que foi exposto anteriormente.

O psicólogo NÃO é um profissional que vai contra a as crenças religiosas, ele as RESPEITA. Independente do credo de seu cliente o psicólogo é capaz de trata-lo em todo os seus aspectos, considerando sua integralidade e particularidades.

A psicologia é uma ciência.

Durante a formação o psicólogo estuda as bases biológicas do comportamento, os sistemas psicológicos, filosofia, percepção, psicofisiologia, psicologia do desenvolvimento, psicologia da personalidade, saúde mental, psicodiagnóstico, psicologia social, hospitalar, educacional, jurídica, clínica, do trabalho, ética e muitas outras disciplinas. Mas não está inclusa na grade nenhuma disciplina sobre religião.

E então, o psicólogo tem religião?

Ele pode ter uma religião que o oriente em sua vida, contudo sua religião não deve interferir nem guiar o seu trabalho. Menos ainda ser usada como forma de promoção.

 

Você pode ter acesso ao CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO

Relação é a intersecção entre duas pessoas

Relação interpessoal é algo que parece tão natural e espontâneo, mas pensando sobre isso, percebemos o quanto é complexo.
Para começar vamos pensar a nível do indivíduo. Sim, vamos partir do princípio e pensar no Um. Cada pessoa possui sua individualidade. A individualidade de alguém é um universo de coisas. A individualidade compreende suas relações familiares, de amizade, suas redes sociais, todos os acontecimentos da sua vida, suas preferencias, seu modo de pensar, seus sentimentos, sua profissão, seus estudos, resumindo, toda a sua vida!

Quando encontramos alguém com quem desejamos nos relacionar estabelecemos uma intersecção entre duas individualidades distintas.

O modelo que representarei se trata de algo ideal e equilibrado. Porém muitas dificuldades podem surgir na construção e na manutenção desta intersecção.interseccaoExplicando o esquema: cada círculo preenchido representa um indivíduo. Cada círculo ao redor deste indivíduo representa sua individualidade. E a forma do meio representa o relacionamento construído entre essas duas pessoas. Compreendendo parte de cada uma dessas pessoas e também parte do universo que é sua individualidade.

Tendo isso como base, podemos continuar desenvolvendo o raciocínio.

Logo de começo, algo que parece bastante difícil, é compreender que o outro vai além daquilo que você conhece, vai além de ser a pessoa com quem você se relaciona. Então, respeitar a existência do outro para além do seu alcance, pode ser algo muito difícil.

Encontramos aqui um grande número de pessoas ciumentas, que tentam saber tudo o que está acontecendo no universo da outra pessoa, com quem fala, sobre o que conversa, onde está, o que faz. As pessoas controladoras desenvolvem habilidades para investigar a vida alheia e fazer interrogatórios. As coisas podem se complicar, primeiro porque estar havendo invasão da privacidade do outro. O sentimento de posse e uma certa obsessão podem estar presentes. Acusações são frequentes. A pessoa passa a precisar provar que é inocente. Ambos sofrem. A pessoa que não soube respeitar o direito à liberdade do outro, deixou de lado o seu próprio universo, à medida que seu investimento está totalmente direcionado para a parte que está fora de seu alcance. E a própria relação fica desgastada, desinvestida. Perde o interesse para ambos.

Com menor frequência que os ciumentos, mas não raro, existem os egocêntricos. Pessoas que vivem tão intensamente em seu universo que investem pouco na relação, não demonstram interesse pelo universo do outro. A relação acaba também ficando esvaziada, havendo pouca troca na intersecção. O egocêntrico pode acreditar que o relacionamento está ótimo, porém o outro pode se sentir sozinho na relação, desinteressante, desvalorizado.

Há ainda aqueles que abdicam de sua individualidade para se dedicar integralmente ao relacionamento, acreditando ser esse o caminho para a felicidade. Talvez esse caminho seja o mais próximo do amor romântico. Contudo, a pessoa que abre mão de seu universo individual, terá pouca coisa a agregar ao relacionamento, nada de novo será inserido para fazer a relação crescer e se aperfeiçoar. Por outro lado, se o relacionamento chega ao fim, a pessoa terá perdido absolutamente tudo naquilo em que ela investiu. Seu universo não existirá mais. E é aqui que encontramos as pessoas deprimidas, as tentativas de suicídio, o fundo do poço. A pessoa perde inclusive o apoio daqueles que poderiam ajudá-la a se reerguer. Não porque eles não possam ajudar, mas porque a pessoa que ama desta maneira não enxerga nada além da pessoa amada. Os outros perderam valor.

O IDEAL seria o equilíbrio. Investir suficientemente na relação, assim como ter interesse pelo universo do outro, porém respeitando o limite daquilo que o outro deseja compartilhar. E também mantendo em funcionamento todo o seu universo para além desta relação.

Chegamos até aqui!

Agora vamos falar de relacionamento.

Acredito que a palavra confiança não se adéqua a esse contexto. O confiar em alguém pressupõe que você acredita que essa pessoa não o desapontará. Sem dúvida o confiar traz certa tranquilidade, uma sensação de estabilidade, de permanência. Porém não há garantia alguma de que o outro não o fará. Simplesmente pelo fato de todos serem livres e responsáveis por suas escolhas. A conduta do outro depende única e exclusivamente da vontade dele. Então se não é a confiança que manterá a relação, o que pode preencher essa angústia de incertezas a respeito da conduta do outro?

A certeza nunca será plena para ninguém. Não há garantias. Podemos responder apenas pelos nossos atos. É nele que devemos manter a certeza de nosso caráter, de nossa conduta, honestidade e do quanto estamos investindo.

O companheirismo, a parceria, a cumplicidade e o respeito são os valores de base para uma relação que busca seu equilíbrio. É o comprometimento de cada um que garantirá a continuidade e a satisfação.

A aceitação de algumas verdades me parece a parte mais difícil.

Você estará lidando apenas com a PARTE da pessoa que ela escolhe compartilhar com você.

Existirão coisas que o outro deixará fora do seu alcance, propositalmente.

Se o outro tiver vontade de mentir, ele o fará.

Se o outro tiver vontade de trair, ele o fará.

Mas não somos vítimas do outro. Também somos o outro. E quando disse que, ‘podemos responder apenas pelos nossos atos’, essa pode ser uma maneira de nos confortarmos diante das incertezas.

Pois se tenho a oportunidade de mentir e não o faço, se tenho a possibilidade de trair e não o faço. Isso demonstra que ter minha liberdade e minha individualidade respeitada, não fará de mim uma pessoa inconsequente, que não tenha comprometimento e respeito pela pessoa com quem me relaciono. E se eu não cometo esses atos, mesmo tendo toda a liberdade para isso, o outro pode também agir da mesma maneira.

Qual o diagnóstico Dr.?

Quando sentimos alguma “coisa” buscamos conhecer o que é, dar um nome a essa “coisa” é dar um diagnóstico. Pode ser uma virose, uma pneumonia ou qualquer outra coisa. Mas quando é dado um nome a nossa angustia diminui. Sabendo o que é já podemos então tratar. Foi isso que o modelo médico nos ensinou ao longo de toda a nossa vida. Por isso mesmo qualquer leigo já tem algum conhecimento sobre sintomas e possíveis diagnósticos. Popularmente, as mães e avós são as maiores sabedoras dos diagnósticos, principalmente das doenças infantis.

Os sintomas acabam direcionando a escolha do médico que iremos consultar. Se é algo nas articulações procuramos o ortopedista, se é algo no estômago vamos ao gastroenterologista, se é nariz ou ouvido ou garganta consultamos o otorrinolaringologista, enfim existem profissionais especializados para cada partezinha do nosso corpo.

Contudo existe um porém. E quando sentimos alguma “coisa”, procuramos o especialista que cuida dessa “coisa”, e ele diagnostica que não é nada. Opa! Então existe um problema maior! “- Eu sinto um monte de coisas estranhas e incomodas e o médico diz que não é nada. Estou ficando maluco?” Sim, esse questionamento é muito comum. A angustia no paciente vai lá nas alturas.

Mas não se desespere, o que você sente é real para você. Mas é preciso encontrar o profissional adequado, que não será um especialista em partezinhas do corpo.

Existem “coisas” chamadas de síndromes, transtornos e disfunções e não existem exames médicos que sejam capazes de diagnosticá-las. Os profissionais cuidam, avaliam, diagnosticam e tratam essas coisas, são os psicólogos.

Para finalizar, quando você sentir algo estranho, procurar um médico e ele não chegar em nenhum diagnóstico, porque sua saúde física está perfeita. Procure um psicólogo, porque o que você sente é real e esse profissional vai te entender.

Um rápido e profundo mergulho na depressão

Esse texto foi escrito por Leandro Augusto . E concordamos que deveria ser publicado.

Com o objetivo de alcançar um maior número de pessoas, que buscam conhecer as vivencias do quadro depressivo.

Bonito, poético e complexo.

Rico em metáforas e bastante direto. 

Esse texto é de alguém que conhece, vive e pensa sobre a depressão.

Antes de escrever essas palavras ainda havia escrito dois esboços na tentativa de transmitir de alguma forma profunda sobre o que há de intrigante e apavorante na depressão. O primeiro era um texto que ia pender para um lado obscuro e desconhecido do universo, num paralelo com os buracos negros. O outro estava mais parecendo um poema infantil. Perceberam? Dois extremos, auto menosprezo, auto crítica excessiva regada a perfeccionismo, dificuldade de concentração e de memória… que levam aos sentimentos mais repulsivos, sombrios e a um vácuo do qual todos nós fugimos. Um paradoxo que gera uma angústia sem fim: o que nos preencheria nos esvazia e do vazio é que nos preenchemos.

Os buracos negros continuam aterrorizantes, assim como a poesia pode ser, assim como a depressão o é. Quem não entraria em algum tipo de colapso por ser sugado por uma massa escura, no meio de um escuro infinito, sozinho? Atire o primeiro “isso é frescura” quem acha que não se desesperaria numa situação dessas. Toda fé, todo amor, tudo o que há de bom some. Para alguns só resta desistir e se deixar levar (que não seja o caso), outros ainda possuem um resquício mínimo, uma fagulha de esperança de que alguém vá jogar algum rastro de luz e sinalizar que ainda há saída, ainda há vida.

Como diversas patologias, “o último suspiro de socorro”, “aquele que não pode ser dito” (atualmente ainda continua sendo tabu), passa meio despercebido na multidão, disfarçado, como quem não quer nada, aproveitando-se das muitas máscaras que usa e, de repente, percebe-se que tomou conta, de que está em você, não tem jeito…
– “O que fazer? Quero fugir…sumir!!! Fugir de que? Sumir pra onde? Não tenho forças…cadê minhas forças?? Minhas?? Cadê tudo? Cadê todo mundo? Cadê eu???”
(surto em milésimos de segundo)

Chegou-se ao ponto. Parabéns! Eis aí você! Tudo o que você é e, simultaneamente, tudo o que não é. Um próximo ponto de partida. A necessidade daquela ajudinha que tanto relutou ou admitiu precisar. Pequeno grande impulso que, no primeiro em que sentir as pernas, elas vão tremer, vão bambear, seu tórax se preencherá de uma força gostosa que se espalha por todo o corpo (sim, você é um corpo apesar de ter estado anestesiado). Nesse momento o sorriso não se contém, os braços só querem abraçar, a boca só quer agradecer, tamanho foi e continua sendo o despejo de confiança, honestidade, cumplicidade, reciprocidade…amor, enfim. Um processo longo, demorado, em que lhe é mostrado os mais diversos ambientes, os mais diversos seres que habitam a alma.

A maior dificuldade é descrever o que há de nobre numa caminhada em que só agora se começa a ter um vislumbre de um campo fértil à frente. Mais um mundo desconhecido e cheio de nuances, cores, luzes a serem vistas. Lembrete: onde há luz, há sombra, mas para haver sombra é necessário algum objeto. Que tal uma árvore robusta, cheia de folhas e frutos? Ou um teatro de sombras?

No fim das contas a gente acaba falando de tudo. De buracos negros, poesias, do vento que passou pelo seu rosto e você não deu a mínima atenção, assim como muitas pessoas que precisam de um cuidado, de um afeto. Coisa de louco? Não sei. Agora muito do que se passa se mostra mais claro. Tudo conectado. São detalhes que a vida carrega e a depressão não é uma exceção. Por que seria?

 

Casais curiosos

A vida do casal vai muito bem, obrigada. E um deles resolve querer algo a mais do que arroz com feijão.

Tendo a melhor das intensões ainda assim se torna um momento delicado capaz de abalar as estruturas de muitos relacionamentos.

Quem decidir se arriscar precisa ter uma base sólida. Haver intimidade entre o casal, confiança, segurança, parceria, cumplicidade e principalmente diálogo, claro, franco, honesto e cuidadoso.

Quando surgir uma ideia excitante é válido sondar o que o(a) parceiro(a) pensa a respeito. Como recebe essa possibilidade, que comentários fará, que postura terá ou que fantasmas irão rondar a relação.

Têm sido práticas cada vez mais comuns o Swing (relações sexuais entre casais) e o Ménage (Relação sexual que inclui uma terceira pessoa). Porém, nem todo mundo está pronto pra isso. Antes de se arriscarem nessa aventura, viagem na maionese sobre as possíveis consequências, para saber se a prática é aceitável para ambos, se há comum acordo e principalmente, estabelecer as regras entre os parceiros.

Explorar fantasias, curiosidades, fetiches apenas para agradar o outro gera pressão, cobranças e em geral expectativas frustradas. Isso é contrário ao que o casal buscava inicialmente. Mas se ambos compartilharem desse desejo e se sentirem vontade, então vão em frente e não esqueçam de buscar conhecer as regras que se aplicam nesse universo.

A criança adotada já vem com sua história

O processo de adoção, na maior parte das vezes é longo e demorado. Você já se perguntou o que acontece com a criança durante esse processo?

Podemos supor que uma criança tenha sido fruto de uma gravidez indesejada, que por essa razão a gestante possa ter sido descuidada com sua saúde e com o pré-natal, o que pode ou não influenciar nas condições de saúde da criança. Após a falta de cuidado pode haver o abandono, algumas mulheres deixam seus bebês já nos hospitais, se recusando a voltar para casa com eles. Ou como já tivemos notícias o abandono pode ser ainda mais cruel, como os casos em que bebês que são deixados em lixeiras, rios, praças, ônibus, etc. Sendo encontrados com vida os bebês são encaminhados para hospitais e para o conselho tutelar, sendo posteriormente abrigadas, até que se decida qual o melhor destino para elas.

Em geral as crianças que são levadas para o convívio familiar, podem ser negligenciadas pelos cuidadores, podem sofrer maus tratos, agressões e abusos. Nestes casos podem haver a intervenção do conselho tutelar e outras esferas legais para apurar fatos, resguardar a segurança do menor e garantir a punição dos acusados.

Após a intervenção do conselho tutelar há a tentativa de reinserir a criança em sua família de origem, para que seja cuidada por tios ou avós. O que não garante que a situação será diferente, mas é uma chance para que os vínculos não sejam rompidos. Se esta não for uma opção viável a criança será institucionalizada. Viverá em um abrigo, com outras crianças com históricos também muito difíceis. Receberão cuidados de profissionais, receberão atenção, carinho, orientação, educação e tratamento psicológico. E ficarão esperando até que sejam adotadas.

Os laços criados no abrigo entre as crianças, entre elas e os profissionais, é sincero e verdadeiro, mas possuem a característica de serem transitórios. Os profissionais podem ir trabalhar em outros lugares e as crianças saem para fazer parte de famílias. O movimento de entrada e saída é frequente e por isso é preciso aprender a lidar com o desapego e com o distanciamento.

Contudo percebemos que a história desses pequenos já vem marcada pela rejeição e pelo abandono, traz muito sofrimento e insegurança. Toda essa história fará parte da formação desses sujeitos. Quem se dispõem a adotar precisa estar preparado pra tudo isso.

O processo de adoção é criterioso, constituído de muitas etapas, muitas avaliações e muita burocracia. É um processo em que se busca ter certeza de que essa criança não será novamente abandonada e nem mal tratada. Existe um período de escolha (entre os membros da família) e de adaptação. Por vezes moroso demasiadamente, desgastante e sofrido para ambas as partes. Muitas pessoas chegam a desistir dessa opção diante de tamanha dificuldade. Encontrando outras formas legais ou não para realizar o desejo de ser pai ou mãe.

Em meio a todo esse processo é preciso cuidar das expectativas de quem adota e de quem será adotado, cuidar da construção desse afeto e do nascimento desse amor. Cuidar da forma como se dará a inserção da criança no convívio com a família ampliada (tios, primos, avós, etc), a inserção no contexto social (escola, amigos, festas, etc) e se tudo está ocorrendo de forma saudável, com aceitação e pertencimento.

A adoção é a possibilidade de virar o jogo, é o outro lado da moeda. É a possibilidade de acolher, incluir, de ser amado, de ser cuidado. É a chance de fazer parte de uma família, de se constituir alguém importante para o outro.

Caminhar faz bem a alma

O ato de caminhar tem sido considerado uma atividade física aeróbica, sua prática auxilia na melhora do metabolismo, emagrecimento …

Dia do Sexo: 6/9

Tem gente que faz amor Tem gente que faz sexo sem amor Tem sexo com carinho Tem sexo selvagem   Sexo é vida Sexo é …

Quem conhece mais histórias, a TV ou o contador de histórias?

“Um antropólogo estava fazendo uma pesquisa com uma tribo africana quando lá chegou o primeiro aparelho de televisão. …