Tag: Angústia

Suicídio

A definição de suicídio é dar fim a própria vida.

Esse tema é cercado de preconceito. As pessoas evitam dizer essa palavra. As famílias omitem esses acontecimentos e contam sobre essa morte por outros aspectos, ou dizem apenas que foi um acidente.

O suicídio acaba deixando uma marca para os familiares, muitas vezes remorso ou culpa. Em geral os familiares e amigos não sabem lidar com a escolha que a pessoa fez.

Essa, em geral, é a última alternativa cogitada. Quando a pessoa já tentou várias outras soluções sem sucesso. É a única forma de se ver livre da angústia profunda, do vazio, do sofrimento ou do desespero.

A vida deixa de apesentar atrativos que sejam suficientes à existência do sujeito, que justifiquem lutar por ela, enfrentar dificuldades e manter a esperança de apenas se sentir bem.

Alguns fatores podem elevar o risco de suicídio. Uma rotina extremamente estressante, que gere preocupação, pressão constante, fadiga, não ter tempo para descanso ou lazer. Esse ritmo pode causar desgaste emocional e algum nível de desequilíbrio psicológico. Não há uma norma para as consequências, porém podem ocorrer crises de ansiedade, transtorno de pânico, isolamento, depressão ou o desejo de morrer, como uma fuga deste ciclo.

Desordens psiquiátricas, abuso de drogas, conflitos morais, familiares e sexuais, e ainda rompimento de relacionamentos e a descoberta de doenças crônicas podem ser motivos que levem alguém a pensar sobre suicídio, e em alguns casos cometê-lo.

É possível contribuirmos para a redução dos casos de suicídio. Recentemente uma campanha no facebook vem mobilizando pessoas dispostas a falar sobre isso.

Setembro foi consagrado como o mês internacional da prevenção ao suicídio. Conhecido como SETEMBRO AMARELO.

Familiares e amigos, fiquem atentos quando a pessoa estiver isolada demais, cabisbaixa, apática, calada, procure saber o que está acontecendo, escute, acolha, compreenda. Não trate a questão como se não fosse importante.

Quem precisa de tratamento médico tem que ficar atento às doses, às alterações que podem ocorrer com a mudança na medicação. Evitar a proximidade com armas de fogo, objetos cortantes, fluidos inflamáveis e construções que favoreçam a defenestração (ato de atirar para fora) como pontes, prédios sem telas ou grades.

Suicídio tem nome, pode e deve ser dito.

Falar é a melhor solução.

 

Centro de Valorização da Vida ligue 141 ou acesse www.cvv.org.br

Um rápido e profundo mergulho na depressão

Esse texto foi escrito por Leandro Augusto . E concordamos que deveria ser publicado.

Com o objetivo de alcançar um maior número de pessoas, que buscam conhecer as vivencias do quadro depressivo.

Bonito, poético e complexo.

Rico em metáforas e bastante direto. 

Esse texto é de alguém que conhece, vive e pensa sobre a depressão.

Antes de escrever essas palavras ainda havia escrito dois esboços na tentativa de transmitir de alguma forma profunda sobre o que há de intrigante e apavorante na depressão. O primeiro era um texto que ia pender para um lado obscuro e desconhecido do universo, num paralelo com os buracos negros. O outro estava mais parecendo um poema infantil. Perceberam? Dois extremos, auto menosprezo, auto crítica excessiva regada a perfeccionismo, dificuldade de concentração e de memória… que levam aos sentimentos mais repulsivos, sombrios e a um vácuo do qual todos nós fugimos. Um paradoxo que gera uma angústia sem fim: o que nos preencheria nos esvazia e do vazio é que nos preenchemos.

Os buracos negros continuam aterrorizantes, assim como a poesia pode ser, assim como a depressão o é. Quem não entraria em algum tipo de colapso por ser sugado por uma massa escura, no meio de um escuro infinito, sozinho? Atire o primeiro “isso é frescura” quem acha que não se desesperaria numa situação dessas. Toda fé, todo amor, tudo o que há de bom some. Para alguns só resta desistir e se deixar levar (que não seja o caso), outros ainda possuem um resquício mínimo, uma fagulha de esperança de que alguém vá jogar algum rastro de luz e sinalizar que ainda há saída, ainda há vida.

Como diversas patologias, “o último suspiro de socorro”, “aquele que não pode ser dito” (atualmente ainda continua sendo tabu), passa meio despercebido na multidão, disfarçado, como quem não quer nada, aproveitando-se das muitas máscaras que usa e, de repente, percebe-se que tomou conta, de que está em você, não tem jeito…
– “O que fazer? Quero fugir…sumir!!! Fugir de que? Sumir pra onde? Não tenho forças…cadê minhas forças?? Minhas?? Cadê tudo? Cadê todo mundo? Cadê eu???”
(surto em milésimos de segundo)

Chegou-se ao ponto. Parabéns! Eis aí você! Tudo o que você é e, simultaneamente, tudo o que não é. Um próximo ponto de partida. A necessidade daquela ajudinha que tanto relutou ou admitiu precisar. Pequeno grande impulso que, no primeiro em que sentir as pernas, elas vão tremer, vão bambear, seu tórax se preencherá de uma força gostosa que se espalha por todo o corpo (sim, você é um corpo apesar de ter estado anestesiado). Nesse momento o sorriso não se contém, os braços só querem abraçar, a boca só quer agradecer, tamanho foi e continua sendo o despejo de confiança, honestidade, cumplicidade, reciprocidade…amor, enfim. Um processo longo, demorado, em que lhe é mostrado os mais diversos ambientes, os mais diversos seres que habitam a alma.

A maior dificuldade é descrever o que há de nobre numa caminhada em que só agora se começa a ter um vislumbre de um campo fértil à frente. Mais um mundo desconhecido e cheio de nuances, cores, luzes a serem vistas. Lembrete: onde há luz, há sombra, mas para haver sombra é necessário algum objeto. Que tal uma árvore robusta, cheia de folhas e frutos? Ou um teatro de sombras?

No fim das contas a gente acaba falando de tudo. De buracos negros, poesias, do vento que passou pelo seu rosto e você não deu a mínima atenção, assim como muitas pessoas que precisam de um cuidado, de um afeto. Coisa de louco? Não sei. Agora muito do que se passa se mostra mais claro. Tudo conectado. São detalhes que a vida carrega e a depressão não é uma exceção. Por que seria?

 

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